O que é Escotismo?Breve História do EscotismoDefinição e PropósitoMovimento EscoteiroPrincípios e Método EscoteiroPrograma EducativoPromessa e Lei EscoteiraRamos e SeçõesSegurança em Atividades Escoteiras

O que é Escotismo?

Antes de mais nada, assista o vídeo:

O Escotismo é um movimento para jovens, feito por jovens. Essa é principal engrenagem do Movimento Escoteiro: a vitalidade das crianças, adolescentes e jovens que passam por nossos caminhos e renovam nossas energias, aliada à experiência dos adultos voluntários.

O Escotismo é um movimento educacional que, por meio de atividades variadas e atraentes, incentiva os jovens a assumirem seu próprio desenvolvimento, a se envolverem com a comunidade, formando verdadeiros líderes. Acreditamos que, por meio da proatividade e da preocupação com o próximo e com o meio ambiente, podemos formar jovens engajados em construir um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

É verdadeiramente no grupo escoteiro que o Escotismo acontece. Os jovens são divididos conforme sua faixa etária para que o Programa Educativo possa ser trabalhado em todas as áreas de desenvolvimento (físico, intelectual, social, afetivo, espiritual e de caráter) com base nas características individuais de cada fase. O Programa Educativo ainda se preocupa em estar inserido no cotidiano dos jovens, de acordo com suas necessidades de crescimento e do meio onde os jovens se desenvolvem, se adaptando a diferentes realidades e respeitando sua autonomia.

Apartidário, o Movimento Escoteiro valoriza a participação juvenil em esferas políticas, participando de processos de decisão em Conselhos, Conferências e demais grupos de trabalho. O apoio político não leva em conta partidos, mas o compromisso do parlamentar que se une à União Parlamentar Escoteira do Brasil de atuar de acordo com os princípios e propostas do Escotismo.

Para se juntar ao Movimento Escoteiro como jovem é preciso ter entre 6,5 e 21 anos; a partir daí a atuação se dá como adulto voluntário, sem limite de idade.

No Brasil, a União dos Escoteiros do Brasil, única organização reconhecida e certificada pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro, é a instituição que dirige e acompanha as práticas escoteiras adotadas no país.

Para saber mais, visite as páginas dos Escoteiros do Brasil e da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (em inglês).

Breve História do Escotismo

O Movimento Escoteiro foi fundado em 1907 pelo ex-general Robert Baden-Powell, após ele afastar-se do exército na Inglaterra. Apesar de militar, o inglês não quis deixar como herança para o Movimento Escoteiro essas características, mas aproveitou técnicas que seriam úteis no desenvolvimento dos jovens para criar um movimento educacional.

Baden-Powell utilizou-se dos aprendizados que o tornaram coronel aos 33 anos e que lhe garantiram a fama de “Impisa” (o lobo que nunca dorme, em português) para ajudar a juventude. O início disso tudo aconteceu por meio do livro “Ajudas à Exploração Militar” (Aids To Scouting, 1894), que continha informações para os militares sobre seguir pistas, exploração e coisas que se referiam à vida em campo. Ao retornar da guerra Mafeking, na África, cidade que defendeu por 217 dias até alcançar a vitória, B-P passou a ser tratado como um herói.

Para o simpático senhor inglês, a recompensa foi o enorme interesse dos jovens em aprender e replicar as técnicas citadas em seu livro, que já era adotado por escolas britânicas. Aos poucos passou a reunir suas experiências e as atividades dos exploradores para criar algo que pudesse realmente ser utilizado na educação e formação dos jovens: o Escotismo.

No dia 1º de agosto de 1907, ele levou 20 rapazes para a Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, para realizar o primeiro acampamento escoteiro do mundo – essa era a forma que B-P havia encontrado para testar suas ideias. Ao longo de oito dias, ele aplicou diversos ensinamentos sobre vida em equipe e ao ar livre, acampamentos, fogueiras, jogos, rastreamento, dedução e observação, técnicas de primeiros socorros, alimentação e boas ações. Ele havia pensado em tudo para que os jovens pudessem voltar para suas casas mais independentes e com novas habilidades.

O acampamento foi um sucesso e, no início do ano seguinte, Baden-Powell lançou as seis edições do guia “Escotismo para Rapazes”, sem sonhar que estaria fundando o maior movimento educacional de jovens do planeta. A busca pelos manuais foi tão grande que o inglês decidiu desligar-se do exército e dedicar-se à sua “segunda vida”, como costumava chamar, rodando por diversos países para fazer do Escotismo uma grande fraternidade mundial.

O Escotismo começou a crescer, passou a aceitar meninas (em 1909) e, em 1920, com o fim da Primeira Guerra Mundial, reuniu cerca de 8 mil jovens em Londres para o primeiro Jamboree Mundial, o maior evento escoteiro do mundo.

Não há como retratar a história do Movimento Escoteiro sem retratar a história de seu fundador, proclamado “Chefe Escoteiro Mundial” pela multidão de rapazes que puderam estar no primeiro grande evento escoteiro. B-P dedicou o resto de sua vida à concretização do Movimento Escoteiro, crente que o desenvolvimento dos jovens, o respeito ao próximo e a prática de boas ações diárias, poderiam auxiliar a construir um mundo melhor.

Baden-Powell envelheceu e passou a morar no Quênia, ao lado da mulher, Olave Baden-Powell, que o acompanhou em todas as suas aventuras, atuando para que as meninas também pudessem se divertir e aprender no Movimento Escoteiro. Ele faleceu em casa, em 8 de janeiro de 1941.

Mesmo com a partida de B-P, o Escotismo continuou a crescer e a conquistar o coração de crianças, jovens e adultos, alcançando mais de 40 milhões de membros em 216 países e territórios.

Escotismo no Brasil

Em 17 de abril de 1910, encerrando um ciclo de quatro anos de renovação da frota naval brasileira, o Encouraçado Minas Gerais chegava ao Brasil, vindo da Europa, com um grupo de oficiais que trazia consigo uniformes e acessórios escoteiros, depois de acompanhar o enorme sucesso que Baden-Powell fazia na Inglaterra.

O grupo logo se organizou para fundar a primeira associação escoteira, chamada de Centro de Boys Scouts do Brasil, no Rio de Janeiro. A palavra “escoteiros” só surgiu alguns anos depois, ocupando o lugar do termo “scrutar”, adotado assim que o Escotismo chegou ao país.

Rapidamente o Movimento Escoteiro se espalhou por todo o território nacional, inicialmente com diversas associações independentes, até que, em 4 de novembro de 1924, foi criada a União dos Escoteiros do Brasil, acompanhando o desejo de B-P de ver a o senso de unidade entre os diversos grupos escoteiros em cada país.

 

Definição e Propósito

O Escotismo é um movimento educacional de jovens, sem vínculo a partidos políticos, voluntário, que conta com a colaboração de adultos, e valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, etnias e credos, de acordo com seu Propósito, seus Princípios e o Método Escoteiro, concebidos pelo Fundador Baden-Powell e adotados pela União dos Escoteiros do Brasil.

O propósito do Movimento Escoteiro é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades, conforme definido pelo seu Projeto Educativo.

Movimento Escoteiro

O Movimento Escoteiro foi criado em 1907 pelo general inglês Robert Stephenson Smith Baden-Powell, que em 1908 publicou o livro Escotismo para Rapazes (Scouting for Boys). No Brasil o Movimento chegou em 1910, no Rio de Janeiro.

O Propósito do Movimento Escoteiro é contribuir para que jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades, conforme definido no Projeto Educativo da União dos Escoteiros do Brasil.

As crianças e jovens participam de inúmeras atividades atraentes, progressivas e variadas (excursões, jogos, acampamentos, aprendizados de técnicas úteis, serviço comunitário, etc.), orientados por adultos devidamente preparados, oferecendo oportunidades para a aquisição e vivência de valores fundamentais, desenvolvimento harmônico das potencialidades definidas no Propósito do Escotismo e alcance dos objetivos educacionais definidos para cada faixa etária, valorizando a vida em equipe e o aprendizado pela prática, em ambiente fraterno e edificante.

As diferentes seções do Grupo Escoteiro trabalham com faixas etárias específicas, de forma que as atividades sejam adequadas a cada grupo de jovens. De 6 anos e meio (desde que alfabetizados) a 10 anos são os Lobinhos e as Lobinhas, de 11 a 14, Escoteiros e Escoteiras, de 15 a 17, Sêniores e Guias e de 18 a 20 anos são Pioneiros e Pioneiras. No GEJA todas as seções são mistas.

O Movimento Escoteiro tem sido parceiro da UNESCO desde 1970, atuando em várias áreas comuns aos objetivos das duas organizações, como pode ser visto na página da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (WOSM, na sigla em inglês) ou da própria UNESCO. Mais detalhes podem ser obtidos na página da UEB ou da WOSM (em inglês). Visite também a página da Região Escoteira do Distrito Federal da UEB.

Princípios e Método Escoteiro

Princípios

A Organização Mundial do Movimento Escoteiro (WOSM) define como Princípios do Escotismo:

  1. Dever para com Deus (crença e vivência de uma fé, independentemente de qual seja): convidamos os jovens a ir além do mundo material, a orientar suas vidas por princípios espirituais e a seguir caminhando em busca de Deus, presente na experiência de todos os dias, na criação, no próximo, na história. Além disso, nós os convidamos a viver sua fé com alegria, sem nenhuma hostilidade para com aqueles que buscam, encontram ou vivem respostas diferentes diante de Deus, abrindo-se ao interesse, à compreensão e ao diálogo com todas as opções religiosas.
  2. Dever para com os outros (participação na sociedade, boa ação, serviço ao próximo): Propomos aos jovens respeitar com carinho o mundo natural, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável e participar ativamente dos esforços para sua preservação e renovação. Entendemos que o ser humano só se realiza plenamente quando exerce sua liberdade respeitando a do próximo. Propomos aos jovens que busquem sua realização por meio do serviço ao próximo e que se integrem de maneira responsável e solidária à sua comunidade. No plano das relações pessoais, nós os convidamos a desenvolver sua afetividade com naturalidade e respeito, pautando pelo amor seu comportamento sexual.
  3. Dever para consigo próprio (crescimento saudável e auto desenvolvimento): Convidamos os jovens a usar progressivamente sua liberdade, a assumir-se com responsabilidade, a aprender a discernir e decidir, enfrentando as consequências de suas decisões e de seus atos. Nós lhes propomos que sejam fortes, mantendo-se firmes em seus objetivos e tendo coragem de ser autênticos, em um claro testemunho de que são e o que dizem ser.

Método Escoteiro

O Método Escoteiro é um sistema de progressão que tem a intenção de estimular as capacidades e interesses de cada jovem. Isso acontece através de desafios a serem superados, da vivência de aventuras, do incentivo a exploração, a realização de descobertas, a experimentar coisas novas, inventar e desenvolver a capacidade de achar soluções; mas sempre respeitando individualmente os limites de cada jovem.

Esse sistema de progressão depende da combinação de cinco elementos para acontecer:

  1. Aceitação da Lei e da Promessa Escoteira: A partir do momento que se realiza a Promessa Escoteira, se aceita a Lei e se firma um compromisso de vida, um código de ética, de comportamento. A aceitação da Lei e da Promessa são feitas voluntariamente, mas a partir do momento que isso acontece, se espera um esforço para viver de acordo com seus significados.
  2. Aprender fazendo: O aprendizado pela prática é uma das bases do Movimento Escoteiro. Os jovens são incentivados a desenvolverem suas habilidades pela ação, valorizando o treinamento para autonomia baseado na autoconfiança e iniciativa, observando os erros como parte da jornada, fonte de aprendizagem, já que são um passo em busca do acerto.
  3. Vida em equipe: Desde o ingresso em um grupo escoteiro, a vida em equipe passa a fazer parte da realidade do escoteiro. Esse convívio possibilita a descoberta progressiva de responsabilidade e prepara o autocontrole, além de desenvolver a capacidade tanto para liderar quanto para cooperar.
  4. Atividades progressivas, atraentes e variadas: É por meio das atividades que alcançamos nosso propósito, que podemos oferecer aos jovens experiências únicas e agregadoras. Mas para que isso aconteça durante toda a vida escoteira, é necessário que sejam observadas as características, anseios e necessidades de cada faixa etária, resultando, assim, em um planejamento próprio para cada Ramo, assegurando o interesse e envolvimento do escoteiro. Os jovens vão ao grupo para se divertir ao lado de amigos; nós utilizamos as atividades para auxiliá-los em seu autodesenvolvimento e educação. A programação dessas atividades leva em conta um sistema progressivo, em termos de exigência de práticas, habilidades e amadurecimento, oferecendo desafios e aventuras conforme sua evolução e vivência. As atividades escoteiras compreendem jogos, capacitação em técnicas úteis estimuladas por um sistema de distintivos, vida ao ar livre, integração com a comunidade, entre outros, tudo isso em um ambiente fraterno.
  5. Desenvolvimento pessoal com orientação individual: A evolução de cada jovem é acompanhada individualmente por um adulto voluntário, que identifica suas qualidades e deficiências a fim de orientá-lo da melhor forma, criando oportunidades para que ele se desenvolva e se supere cada vez mais. Além disso, o voluntário e o jovem criam uma relação de amizade e confiança, o que permite identificar e trabalhar pontos comportamentais com mais facilidade.

Programa Educativo

O Programa Educativo visa atender o Propósito, os Princípios e o Método Escoteiro, pontos fundamentais para a prática do Escotismo. Nove princípios fundamentais garantem o sucesso do Programa:

  • Atualização: resultado de reflexões constantes sobre as práticas educativas;
  • Relevância: leva em conta as características culturais, sociais, políticas e econômicas da sociedade;
  • Significância: considera atender os interesses e necessidades dos jovens;
  • Protagonismo juvenil: coloca o jovem como centro do processo educativo;
  • Para todos: precisa adaptar-se às diferentes realidades, atendendo jovens de todos os segmentos da sociedade;
  • Educa para a vida: deve dar oportunidade para que os jovens cresçam como pessoas, de maneira progressiva;
  • Unidade na diversidade: embora se adapte às distintas realidades, o Programa Educativo mantém sua unidade;
  • Autonomia progressiva: dá espaço para que os jovens participem dos processos de tomada de decisões;
  • Vinculado com a realidade: os conteúdos do Programa devem estar conectados com as frequentes mudanças da sociedade e adequados à realidade de cada ambiente.

Além disso, sete elementos completam o Programa Educativo, abordado de forma ampla nos Manuais do Escotista de cada Ramo:

  • Organização em Ramos: adapta o Método Escoteiro às necessidades e características de cada faixa etária;
  • Áreas de desenvolvimento: estabelece seis áreas de desenvolvimento: social, afetivo, de caráter, intelectual, espiritual e físico;
  • Objetivos educativos e competências: confere coerência, continuidade e complexidade crescente ao processo educativo;
  • Sistema de progressão pessoal: estimula os jovens a assumir a responsabilidade por seu próprio desenvolvimento;
  • Instâncias democráticas de tomada de decisão: possibilita que os jovens participem dos processos de tomada de decisão em cada Ramo;
  • Planejamento participativo de atividades: permite que os jovens participem junto com os adultos educadores do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades;
  • Atividades educativas: oferece aos jovens a possibilidade de adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes correspondentes aos objetivos educativos.

Confira o Projeto Educativo, documento que contém as Definições do Escotismo, nosso Propósito, Princípios e Método Educativo.

Promessa Escoteira

A Promessa Escoteira é o alicerce do Movimento Escoteiro, em que se sintetiza o embasamento moral o Escotismo. Nesse momento, os membros se comprometem voluntariamente a viver de acordo com a orientação da Promessa.

“Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e a minha Pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer à Lei Escoteira.”

Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, ele decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas criar conceitos para formação de pessoas bondosas e de caráter, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.

Lei Escoteira

A Lei Escoteira tem dez artigos que abordam conceitos como honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e autoconfiança.

  1. O escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais do que a própria vida
    “A honra para um escoteiro é ser digno de toda confiança. Como escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um escoteiro equivale a um contrato. Para um escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade.” (Baden-Powell)
  2. O escoteiro é leal
    “O escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, jogando o jogo honestamente, para o bem do conjunto. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher.” (Baden-Powell)
  3. O escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação
    “O dever do escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço.” (Baden-Powell)
  4. O escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros
    “É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade.” (Baden-Powell)
  5. O escoteiro é cortês
    “Como os antigos cavaleiros, você, sendo um escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la.” (Baden-Powell)
  6. O escoteiro é bom para os animais e as plantas
    “Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um escoteiro deve ter um grande coração.” (Baden-Powell)
  7. O escoteiro é obediente e disciplinado
    “O escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, monitores e escotistas. Como escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido.” (Baden-Powell)
  8. O escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades
    “Como escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que aguenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e otimismo.” (Baden-Powell)
  9. O escoteiro é econômico e respeita o bem alheio
    “Como escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a ideia de não ser um ônus, mas uma ajuda para os demais.” (Baden-Powell)
  10. O escoteiro é limpo de corpo e alma
    “O escoteiro é limpo em pensamento, palavra e ação. Como escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz” (Baden-Powell)

Ramos e Seções

Os Ramos são formas de reunir os membros conforme sua faixa etária e fase de desenvolvimento. Cada Ramo adapta o Método Escoteiro às características evolutivas e às necessidades especiais.

Ramo Lobinho

O Ramo Lobinho atua com crianças na faixa etária entre 6,5 e 10 anos, concentrando sua ênfase educativa no processo de socialização da criança. O marco simbólico desse Ramo está associado a obra “O Livro da Jângal”, de Rudyard Kipling, especialmente às aventuras de Mowgli, o Menino Lobo. O lema dos lobinhos é “Melhor Possível”.

O GEJA possui três alcateias no Ramo Lobinho.

Ramo Escoteiro

Atuando com adolescentes de ambos os sexos com idades entre 11 e 14 anos, o Ramo Escoteiro tem foco na criação e ampliação da autonomia. Fundamentado na vida em equipe e no encontro com a natureza, o Ramo tem como marco simbólico a expressão “explorar novos territórios com um grupo de amigos”. O lema dos escoteiros é “Sempre Alerta”.

No GEJA, três tropas escoteiras vivem essa aventura.

Ramo Sênior

Concebido para atender às necessidades de desenvolvimento de meninos e meninas entre 15 e 17 anos, o Ramo Sênior tem ênfase no processo de autoconhecimento, aceitação e aprimoramento das características pessoais. A expressão “Superar seus próprios desafios” é o marco simbólico deste Ramo. O lema dos seniores é “Sempre Alerta”.

No GEJA, a Tropa Sênior Mista representa o Ramo Sênior.

Ramo Pioneiro

Jovens entre 18 e 21 anos, de ambos os sexos, fazem parte do Ramo Pioneiro, que trabalha o processo de integração do jovem com a sociedade, privilegiando a expressão da cidadania, auxiliando-o a colocar em prática a Lei e Promessa Escoteira em um mundo mais amplo. O marco simbólico deste Ramo é representado pela expressão “tenho um projeto para minha vida”. O lema dos pioneiros é “Servir”.

O GEJA tem o Clã Pioneiro Piocãmecrã.

Adultos Voluntários

Após os 21 anos, qualquer pessoa pode ingressar no Movimento Escoteiro como adulto voluntário, atuando como escotista, auxiliando os jovens na realização das atividades, ou como dirigente, realizando funções administrativas no grupo escoteiro.

Conheça os adultos voluntários que atuam nas Seções, na Diretoria e na Comissão Fiscal do GEJA.

Segurança em Atividades Escoteiras

As atividades desenvolvidas possuem níveis de risco variado, de acordo com suas particularidades. Tendo isto em vista, todas as atividades possuem um planejamento de segurança, que pode ser mais simples ou mais complexo, tendo em vista os riscos identificados para aquela atividade.

Considerando que todas as instâncias do Movimento Escoteiro, incluindo o Grupo Escoteiro, a Direção Regional da União dos Escoteiros do Brasil (UEB) e a Direção Nacional da UEB prezam pela segurança e bem-estar das crianças, adolescentes e jovens em atividades escoteiras, a Direção Regional no Distrito Federal aprovou a Resolução nº 001/2014, em 30/07/2014 que, em seu artigo 1º, indica que aquela Resolução e algumas regras do P. O. R. (Princípios, Orientação e Regras da UEB) que estão relacionadas à segurança das atividades sejam divulgadas na página do Grupo na Internet.

A Resolução 001/2014-UEB/DF pode ser acessada no seguinte endereço:

www.escoteirosdf.org.br/arquivos/down/resolucao_atividades.pdf

O P. O. R. completo está disponível no seguinte endereço:

escoteiros.org.br/arquivos/documentos_oficiais/por.pdf

Abaixo seguem as regras 140 (que trata da Orientação Geral sobre Segurança) e 142 (que contém as Orientações Gerais para a Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens em Atividades Escoteiras).

REGRA 140 – ORIENTAÇÃO GERAL SOBRE SEGURANÇA

I – A segurança nas atividades escoteiras deve ser a principal preocupação de seus dirigentes e a responsabilidade pela segurança recai sobre a diretoria do nível a quem está subordinado o evento.

II – Cabe aos escotistas e dirigentes assegurarem-se de que toda e qualquer atividade escoteira seja realizada dentro das orientações técnicas, das regras da UEB e conforme o que estabelece legislação brasileira.

III – Todos os participantes em atividades escoteiras devem estar previamente inteirados e capacitados às regras de segurança estabelecidas e necessárias para atividade a ser desenvolvida, cumprindo-as e as fazendo cumprir.

IV – A segurança nas atividades pressupõe a presença de adultos responsáveis com conhecimento e capacitação nas habilidades necessárias para sua realização, o uso de equipamento adequado e a preparação prévia aos participantes.

V – A realização de qualquer atividade escoteira está condicionada à existência de planejamento aprovado pela diretoria do nível a quem está subordinada, que contenha todas as informações relativas ao local, meio de transporte, recursos materiais e humanos existentes ou a providenciar, plano de segurança, as atividades que serão realizadas, quem serão responsáveis por elas e que tipo de roupa ou proteção exige.

VI – A participação de membros juvenis em atividades escoteiras fora da sede está condicionada à autorização de seus pais ou responsáveis, em documento específico para a respectiva atividade. Para os jovens maiores de 18 anos não é necessária a autorização dos pais ou responsáveis, mas é indispensável a autorização da Diretoria da Unidade Escoteira Local.

VII – Para qualquer atividade escoteira, o Chefe da Seção deve obter com os pais ou responsáveis, informações sobre as condições de saúde da criança, adolescente ou jovem e a sua eventual necessidade de medicação ou dieta especial. Essas informações devem ser prestadas por escrito, pelo próprio jovem, no Ramo Pioneiro.

VIII – O Chefe de Tropa Escoteira ou Sênior/Guia pode autorizar uma patrulha a realizar atividade ao ar livre, sendo tal atividade de sua inteira responsabilidade. Neste caso, deve obter autorização por escrito da Diretoria da Unidade Escoteira Local e dos pais ou responsáveis, onde deverá constar que não haverá a presença de escotistas acompanhando os adolescentes. No Ramo Pioneiro, não é necessária autorização dos pais ou responsáveis, mas é indispensável a autorização da Diretoria da Unidade Escoteira Local.

IX – Os encarregados de uma atividade escoteira devem ler o livro Padrões de Atividades Escoteiras e seguir as suas recomendações. Deve-se ter especial cuidado em relação aos acampamentos/acantonamentos, tendo em vista a escolha do local, as condições climáticas, a possível ocorrência de eventos naturais adversos, a salubridade do terreno, a água a ser usada, a alimentação, as condições dos equipamentos, a segurança nas atividades aquáticas e nas atividades noturnas. Além disso, deve-se sempre estar preparado para eventual necessidade de socorro médico.

X – Não são permitidos, sob quaisquer pretextos, os trotes, os castigos físicos, os ataques a acampamentos, os jogos violentos e as cerimônias de mau gosto, que possam vir a constranger, humilhar ou colocar em risco a integridade física, psíquica ou moral de qualquer participante da atividade.

XI – Não é permitido aos jovens o uso de pólvora, fogos de artifício e materiais semelhantes em qualquer tipo de atividade escoteira.

XII – Os responsáveis pela organização de uma atividade escoteira ao ar livre devem revesti-la de todas as iniciativas e providências necessárias para garantir o mínimo impacto ambiental e fazer com que todos os envolvidos tenham uma atitude de conservação do meio ambiente.

REGRA 142 – ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS EM ATIVIDADES ESCOTEIRAS.

Visando a proteção das crianças, adolescentes e jovens, garantindo segurança e bem estar, a União dos Escoteiros do Brasil orienta que as atividades escoteiras considerem os seguintes pontos:

a) Presença de adultos: a presença permanente, de pelo menos dois adultos em qualquer atividade fora da sede, incluindo viagens e deslocamentos, dos quais pelo menos um deve ser nomeado e ter mais de 21 anos de idade. Excetuam-se, nesta necessidade, as atividades de Patrulha, rigorosamente organizadas e supervisionadas;

b) Equipe mista: para atividades mistas deverá existir, obrigatoriamente, uma equipe de escotistas composta de homens e mulheres;

c) Contato físico respeitoso: o vínculo afetivo entre os membros juvenis e os escotistas é natural e se traduz em relação de carinho e bem querer. Apesar disso, os escotistas devem evitar atitudes exageradas de afeto e carinho com os membros juvenis, tais como colocá-los no colo, abraços prolongados e calorosos, andar e/ou permanecer de mãos dadas ou a realização de brincadeiras que envolvam toques íntimos;

d) Contatos visíveis: não devem existir contatos individuais entre um adulto e um membro juvenil em ambiente privado. Quando for necessário, e em momentos excepcionais, as conversas privadas devem ser realizadas em locais públicos e em campo de visão de outros adultos e jovens;

e) Respeito à privacidade: líderes adultos devem respeitar a privacidade dos membros juvenis em situações como troca de roupas e banho, fazendo-se presente somente em situações de falta de segurança ou problemas de saúde. É inapropriado usar qualquer aparelho capaz de gravar ou transmitir imagens em banheiros, chuveiros ou de qualquer outra área de onde é esperado privacidade;

f) Leitos individuais: em atividades acampadas ou em alojamentos coletivos, cada Ramo deverá ter sua área para dormir definida por sexo, separada dos demais Ramos. Todos os membros juvenis e adultos devem ter seu saco de dormir ou cobertores que os habilitem a fazer para si um leito separado;

g) Banheiros e chuveiros: em atividades, o uso de banheiros e chuveiros deverá ser separado por sexo e por Ramos. Em nenhuma hipótese um adulto deverá utilizar o mesmo banheiro e chuveiro simultaneamente com os jovens;

h) Barracas dos adultos: nos acampamentos os líderes adultos devem ter suas barracas separadas e de forma alguma devem dormir na mesma barraca que os membros juvenis;

i) Barracas dos membros juvenis: devem acomodar no mínimo três membros juvenis, recomendando-se que as barracas comportem toda uma Patrulha nos Ramos Escoteiro e Sênior. Nos casos de patrulhas mistas, observar a separação por sexo;

j) Roupas apropriadas: além do uniforme/vestuário escoteiro, uma atividade pode requerer o uso de roupas especiais para proteção dos participantes, o que deve ser informado antecipadamente ou providenciado pelos responsáveis pela atividade. Não é permitida a nudez ou o uso de trajes íntimos para atividades aquáticas;

k) Relação com a família: o escotista deverá sempre manter contato com os pais do membro juvenil para que as orientações repassadas aos mesmos sejam de conhecimento de sua família;

l) Ausência de cerimônias secretas: nenhuma atividade ou cerimônia secreta faz parte do programa educativo da União dos Escoteiros do Brasil. Todas as cerimônias são abertas a observação dos pais, escotistas e dirigentes. Quando houver necessidade de momentos mais reservados, os responsáveis pela atividade deverão dar ciência aos pais e à Diretoria do Grupo;

m) Trotes são proibidos: trotes físicos e “iniciações” são proibidos e não devem fazer parte de nenhuma atividade escoteira;

n) Bullying é proibido: bullying verbal, físico ou cyber bullying são proibidos no Escotismo. A ação dos escotistas, dirigentes e pais deve ser imediata e educativa, no sentido de esclarecer a todos e preservar a integridade das crianças, adolescentes e jovens.;

o) Disciplina construtiva: o Escotismo preconiza a disciplina construtiva, com reflexão nos valores escoteiros. Punição física e/ou constrangimento moral é inadmissível. Quando algum jovem apresentar comportamento inadequado e a estrutura escoteira não puder resolver, seus pais devem ser informados e solicitados a auxiliar na resolução do problema;

p) Responsabilidades pelos jovens: os líderes adultos, filiados a União dos Escoteiros do Brasil e legalmente nomeados/autorizados, são responsáveis por monitorar o comportamento dos jovens, intercedendo quando necessário, para garantir o bem estar dos mesmos e a prática adequada do Escotismo. Violência, agressões e abusos de qualquer espécie, uso de drogas e álcool não coadunam com o nosso Programa Educativo. Diante de situações deste tipo, os líderes adultos devem agir de maneira firme, preservando a integridade dos jovens envolvidos e mantendo o ambiente educativo. O comportamento inadequado de um jovem deve ser comunicado aos seus pais e/ou responsáveis e relatados à Diretoria da Unidade Escoteira Local, de forma que, em conjunto, se obtenha a melhor solução para cada caso;

q) Responsabilidades de todo associado da União dos Escoteiros do Brasil: espera-se que todos os membros do Movimento Escoteiro comportem-se de acordo com os princípios determinados pela Promessa Escoteira e pela Lei Escoteira. Crianças, adolescentes e jovens necessitam de orientação e direção a fim de conseguirem aprender os comportamentos socialmente adequados. O exemplo positivo dos líderes adultos do Movimento Escoteiro é uma ferramenta importante que contribui neste sentido.

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