O Movimento Escoteiro foi fundado por Baden-Powell em 1907, sendo inicialmente um movimento somente para meninos

Em 04 de setembro de 1909, no Palácio de Cristal, em Londres, Inglaterra, no primeiro evento de demonstração de técnicas escoteiras, com participação de 11.000 meninos do Reino Unido e que tinha a presença do próprio Baden-Powell, um grupo de meninas, vestidas de uniforme e lenço no pescoço, reivindicaram a B-P o direito de vivenciar o escotismo, assim como os meninos. No mesmo ano, ele escreveu o artigo Programa para as Guias e pediu auxílio de sua irmã Agnes para conduzir o movimento feminino.

Em 1912 é fundada a Associação Inglesa das Girl Guides tendo Agnes como sua como primeira presidente.

Lady Olave (esposa de B-P) ingressou no Movimento, em 1914. Em 1916, devido à sua dedicação, foi nomeada Comissária-Chefe.

Em 1915, a Associação Brasileira de Escoteiras passou a atuar, sendo que em 1919 foi fundada a Federação das Bandeirantes do Brasil. Neste momento o movimento dos Escoteiros e das Bandeirantes se separou aqui no Brasil. Como curiosidade, as Bandeirantes passaram a atuar com meninas e meninos em 1969.

Entre 1915 e 1950 há registros de que alguns Grupos Escoteiros experimentaram a co-educação (aceitando meninos e meninas).

Entre 1979 e 1985 o Movimento Escoteiro no Brasil passou a trabalhar com meninas também. Ramo Pioneiro em 1979, Ramo Escoteiro em 1980, Ramo Sênior em 1981 e no Ramo Lobinho as primeiras Alcateias Mistas Experimentais foram criadas em 1978 e foi oficializado em 1982.

Em 2016 haviam 24.013 meninas entre nossos jovens, assim como 10.018 mulheres que são voluntárias do Movimento Escoteiro. O relatório de 2017 ainda está sendo elaborado, mas já sabemos que o total de associados passou de 92.029 para 101.062 e certamente o número de meninas e mulheres também cresceu.

Nesta semana que se comemora o Dia Internacional da Mulher, desejo parabéns especiais às 94 meninas e mulheres que fazem parte do GEJA!

Itamar Almeida de Carvalho
Diretor de Métodos Educativos – GEJA
08/03/2018

Referências:

SANTOS, Aldenise Cordeiro; FELDENS, Dinamara Garcia. O “Scouting For Boys” Abre Para Mulheres: A Implantação Da Co-Educação No Escotismo Brasileiro. Cadernos de História da Educação. Julho/dezembro, v. 12, n. 2, 2013. p. 411-433. Disponível em: < www.escoteiros.org.br/wp-content/uploads/2016/02/a_presenca_de_mulheres_no_escotismo.pdf>

Tropa Sênior Xavante do Grupo Escoteiro Baden-Powell 179RS. Acampamento de Brownsea. Disponível em: <xavante179.blogspot.com.br/2010/07/agora-voce-deve-estar-se-perguntando.html> Acesso em: 08/03/2018.

UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL. Relatório Anual 2016. Curitiba: abril de 2017. Disponível em: <www.escoteiros.org.br/wp-content/uploads/2017/04/Relatório-Anual-2016-Escoteiros-do-Brasil.pdf>

______. Relatório de Gestão 2016-2017. Curitiba: novembro de 2017. Disponível em: <www.escoteiros.org.br/wp-content/uploads/2017/11/relatorio_gestao_18meses_visualizacao_revisao_24-11.pdf&gt;

As Mulheres no Movimento Escoteiro: um breve resumo histórico
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