anchieta_543x800pxJosé de Anchieta foi um padre jesuíta espanhol, que nasceu em 19 de março de 1534 e faleceu em 9 de junho de 1597.

Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor.

Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil. Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, De Gestis Mendi de Saa, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, Teatro de Anchieta e Cartas de Anchieta.

No dia 3 de abril de 2014, o Papa Francisco assinou o decreto que proclama a santidade do Padre Anchieta. O processo durou 417 anos e foi um dos mais longos da história. Foi uma canonização por decreto. Não foi necessário a comprovação de um segundo milagre para a canonização, que se baseou em sua obra e seu trabalho missionário. No caso de São José de Anchieta, houve a confirmação de apenas um milagre, antes de sua beatificação.

Um ano após ter sido declarado santo pelo papa Francisco, São José de Anchieta recebeu o título de padroeiro secundário do Brasil. Para a Igreja Católica, o santo que viveu e morreu em terras capixabas é o padroeiro oficial do país ao lado de Nossa Senhora Aparecida. O reconhecimento ocorreu em 24/04/2015.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também concedeu o título de Santuário Nacional ao Santuário de São José de Anchieta, no Sul do Estado. No Brasil apenas o Santuário Basílica de Nossa Aparecida, em São Paulo, possuía esse título.

Fontes:

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