No domingo 09/10/2016 o jornal Correio Braziliense publicou uma reportagem da jornalista Renata Rusky sobre histórias de crianças que exercitam solidariedade desde cedo e o Grupo Escoteiro José de Anchieta virou tema.

Em um vídeo e um ponto importante da matéria o escotismo foi destacado pelo seu papel no desenvolvimento da consciência cidadã.

Ensinando cidadania

Luísa Teixeira de Moura, 10 anos, está no movimento escoteiro há pouco mais de um ano. Por causa da idade, ela é ainda lobinho. Os participantes se dividem por faixas etárias em: pioneiros (dos 18 aos 21 anos), sêniores (dos 15 aos 17), escoteiros (dos 11 aos 14) e lobinhos (dos 6 aos 10). Cada um desses grupos tem a sua própria promessa. A dos lobinhos e, consequentemente, a de Luísa é “fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus e a minha pátria; obedecer a Lei do Lobinho; e praticar todos os dias uma boa ação”. A ideia é que eles tentem sempre dar o melhor de si em tudo o que fazem.

 

Minervino Junior/CB/D.A Press

A mãe de Luísa, a servidora pública Marília Augusta Teixeira de Moura, 43, já havia participado do movimento, então, perguntou à Luísa se ela queria conhecer. Quis, gostou e ficou. O irmão mais novo conta os dias para entrar também. Ele tem só 5 anos. “O grupo escoteiro trabalha muito a autoconfiança, o respeito ao próximo”, explica a mãe.

Luísa está sempre disposta a ajudar, esteja ela em alguma atividade de sua “alcateia” ou não. No último acampamento do qual participou, na semana passada, uma colega perdeu o arganel, que prende o lenço que usam. Ela não pensou duas vezes e ajudou a procurar. Em casa, ela trata o irmão mais novo com carinho e é respeitosa com os pais.

Segundo Átila Costa, presidente do Grupo Escoteiro José de Anchieta, que se reúne no Parque da Cidade, o movimento escoteiro é voltado para ações de educação que construam jovens mais conscientes. “Na escola, é tudo voltado para nos avaliar. Aqui, não”, compara Luísa. Átila ressalta outro diferencial: “No ensino tradicional, aprende-se tudo separado. Na vida real e nos encontros de escoteiro, é tudo misturado”.

O grupo já fez coleta de óleo e oficina de sabão. Com isso, aprenderam sobre a importância de reciclar e reaproveitar o que parece não servir para nada. Os encontros dedicados à consciência ecológica são vários. Em outra ocasião, foram plantadas quase mil mudas de ipê. Trouxeram as aulas de ciências e biologia para a prática e ainda deram lições de cidadania. Luísa já plantou espécimes do cerrado e tem orgulho em especial de um flamboyant. Além disso, a menina participou de um mutirão para recolher lixo na beira do Lago Paranoá.

E tem mais: a lobinha também se engajou na arrecadação de brinquedos e roupas para creches da cidade. A campanha foi feita com o grupo de palhaços chamado Anjalhaços. Ajudar a quem precisa é importante no movimento escoteiro, afinal, quando se vira pioneiro, aos 18 anos, a palavra de ordem é “servir”. Luísa não vê a hora de virar escoteira, quando completar 11 anos, e não pretende largar o movimento tão cedo. 

Veja a matéria completa em goo.gl/EBTn1X

Escotismo é tema de reportagem no Correio Braziliense
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